quarta-feira, 2 de setembro de 2015

RESENHA: Sereia de Vidro - Marcelo Antinori

Sereia de vidro
TÍTULO: SEREIA DE VIDRO vol. 1
AUTOR: MARCELO ANTINORI
EDITORA: 
EDITORA BÚSSOLA
PÁGINAS: 72


SINOPSE: 
Um escritor frustrado sofrendo de bloqueio criativo resolve, por indicação de alguns amigos, fazer uma leitura de Tarô num convento em São Paulo. As cartas, mais do que meros símbolos, passam a indicar caminhos e personagens que ele até então desconhece.
Movido por uma curiosidade insaciável, e genro de um poderoso empresário paulista, ele embrenha-se num universo novo e desconhecido, tendo o centro de São Paulo e seus locais pitorescos como pano de fundo.
Através de um texto ágil e preciso, ele logo vê-se envolvido numa teia de acontecimentos inusitados na companhia de uma mulher linda e misteriosa que o leva ao crime organizado, a corrupção e as mais altas esferas do poder. Sereia de Vidro é o primeiro volume da Coleção Sereia de Vidro, escrito com maestria por Marcelo Antinori. Sereia de Vidro é o título escolhido para lançar os novos selos da editora Bússola nos formatos impresso e digital.



Pequenos livros, grandes histórias!
Isso define esse pequeno livro de Marcelo Antinori, Sereia de Vidro, primeiro livro de uma coleção do mesmo nome, publicado pela editora parceira Bússola. Para quem não conhecia, assim como eu, saiba que ele já está disponível em algumas lojas online, como a Amazon. Mas vou deixar para vocês isso. Vamos ao que interessa.

Sereia de Vidro narra, em palavras sucintas com um toque de mistério, a história de um escritor que está passando por um momento difícil: tudo que ele escreve simplesmente não está a seu gosto. Frustado com todas as suas tentativas de escrita, o livro começa com nosso narrador indo ao encontro de uma freira que lê cartas. E, é claro, nossa história começa a se desenrolar desse ponto da história, quando cada carta é virada e os questionamentos começam a atormentar a cabeça do protagonista.

É depois desse encontro, que tudo realmente vai começar a acontecer. Uma troca de olhares em um trem o leva para os braços de uma mulher misteriosa, que começa a ser a sua fonte de dúvidas. Mesmo traindo sua mulher, ele parece estar tranquilo ao lado da moça, até o momento em que descobre que a mesma lhe deu um número errado, ao invés do seu, ao fim de seu "encontro".

Depois de um tempo sem vê-lo, o protagonista recebe uma misteriosa ligação de Ana, a moça. Ela diz precisar de ajuda e ele logo faz com que ela fique segura, levando-a para ficar um tempo com a freira das cartas. É quando ele se vê no meio de um grande conflito. Na verdade, dois: o conflito com sigo mesmo, perguntando-se se o que viu naquelas cartas fosse realmente algo real e o conflito exterior, entre Ana e um misterioso "vilão" que quer matá-la.

A partir desse ponto, muitas coisas começam a acontecer. E eu, realmente, não ire falar disso, seria injusto com você. Quem gosta de spoilers? (existem loucos que gostam, vai saber). O protagonista, então, precisa tomar uma decisão. Irá deixar a moça misteriosa com seus problemas ou irá ajudá-la. Acho que você já sabe por qual caminho ele segue. E ele tem certeza do que vai fazer quando encontra uma profunda ligação com alguém conhecido nesse intrincado mistério envolvendo a garota, bandidos, tráfico, política e grandes empresas. 

A escrita de Marcelo, como disse antes, é sucinta e bastante clara, capaz de nos fazer seguir rapidamente entre as 72 páginas. Como se fosse um conto - com uma continuação chegando - a história, até um certo ponto, nos faz pensar se a história irá seguir para o clichê, mas enfim percebemos que ele passa reto desse ponto, seguindo para algumas reviravoltas, passando por personagens interessantes (como o velho Diabo homem/mulher, que, na minha opinião, é um dos mais interessantes), estatuetas de sereias de vidro, que deve ser foco nos próximos livros, BDSM (sim, BDSM *--*), homossexualidade e o que uma história de suspense precisa: emoção.

É com isso que nossa história acaba nesse primeiro livro, com a conclusão de um problema, mas que deve ser sucedido de outros trocentos. Resta saber se essa história ainda vai ser foco nos próximos livros, o que eu realmente desejo que seja, ou se iremos seguir para o outro lado. Mas sem problemas, se seguir o mesmo exemplo desse primeiro volume, vai ser igualmente interessante, misterioso e, claro, bem contado.

Me deu vontade de ler outros livros do autor, quem sabe eu não acho em alguma loja online. Por que Marcelo consegue escrever de uma forma excepcional.

Para quem ficou interessado, procure na Amazon ou entra loja virtual pelo livro. Não sei se está sendo vendido em e-book ou físico, mas não custa nada dar uma passadinha por lá. Aliás, o preço está bem em conta em relação ao livro, você, com certeza, não irá se arrepender de comprar.

Até o próximo post :)

sábado, 22 de agosto de 2015

RESENHA: Jurassic Park - Michael Crichton

Jurassic Park
TÍTULO: JURASSIC PARK
AUTOR: MICHAEL CRICHTON
EDITORA: 
EDITORA ALEPH
PÁGINAS: 
528

SINOPSE: 
Jurassic Park - Uma impressionante técnica de recuperação e clonagem de DNA de seres pré-históricos foi descoberta. Finalmente, uma das maiores fantasias da mente humana, algo que parecia impossível, tornou-se realidade. Agora, criaturas extintas há eras podem ser vistas de perto, para o fascínio e o encantamento do público. Até que algo sai do controle. Em Jurassic Park, escrito em 1990 por Michael Crichton, questões de bioética e a teoria do caos funcionam como pano de fundo para uma trama de aventura e luta pela sobrevivência. O livro inspirou o filme homônimo de 1993, dirigido por Steven Spielberg, uma das maiores bilheterias do cinema de todos os tempos. 


Quem já olhou Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros? E Jurassic World? Pois é, todo mundo menos eu. Não me julguem, apenas nunca me interessei por dinossauros e coisas do gênero. Isso não quer dizer que eu falava desse filme e das pessoas que olhavam ele. Tá, só um pouquinho. Mas nem tanto. Afinal, quando eu iria saber que um livro de dinossauros seria tão perfeito?

Jurassic Park é de cara um dos trabalhos editoriais mais lindo da editora Aleph. Detalhes em vermelho, assim como as bordas das folhas, e uma diagramação digna de um livro desse porte. Mesmo sem orelhas.

Para quem já viu o filme, creio que a história não mude em relação ao livro. Um rico empresário decide fazer algo que a ciência ainda considera como tabu; a clonagem. Mas não uma simples clonagem de humanos ou bichinhos, mas sim de 'monstros' que viveram a bilhões de anos atrás, os terríveis dinossauros. Tudo isso para criar um incrível e catastrófico parque de diversão para crianças milionárias e mimadas.

Tudo começa com súbitos ataques de um suposto lagarto a crianças e bebês em seus berços. Mordidas aparentemente inofensivas e que parecem não trazer risco algum as crianças. Até uma delas ver o que estava causando essas mordidas. Uma menininha americana se depara com um 'lagarto' que anda de pé, de três dedos e marcas estranhas pelo corpo.

Esse é apenas o começo da história. Nosso querido lagarto começa a chamar atenção na em uma cidade da Costa Rica. Cientistas e médicos começam a se questionar se realmente se tratava de um lagarto ou era algo nunca visto antes pela humanidade.

Então conhecemos um dos personagens mais legais do livro inteiro, Alan Grant, um paleontólogo que investiu, praticamente, toda a sua vida para estudar os dinossauros em pequenos desertos. Ele acaba recebendo uma foto desse nosso lagarto - que foi capturado por um homem, na Costa Rica - e logo percebe que não se trata de um dinossauro, mas sim de um pequeno bichinho que viveu há muito tempo na terra. Sua opinião é a mesma que de sua aluna, Ellie Sattler, outra personagem que, mesmo aparecendo pouco e com pouco foco, chama bastante a atenção.

Alguns acontecimentos fazem com que Alan se questione a sua ligação com o milionário, John Hammond, que sempre lhe pediu ajuda sobre os dinossauro, seus habitats e o que costumavam comer. Alan não fazia ideia do que o homem estava planejando até ser convidado para um passeio na ilha de John, onde mesmo está criando um grande resort que deverá ser o mais fantástico do mundo.

Alan e Ellie não são os únicos convidados, há também um matemático especialista na teoria do caos, Ian Malcolm, que desde o começo previu que o que estava acontecendo naquela ilha não iria funcionar muito bem. Duas crianças, também, são levadas para esse passeio, Tim e Lex, netos de John, usados apenas para que a visão do parque fosse mais amigável para um dos advogados do parque.

Alan, Ellie e o restante dos convidados são levados a um passeio pelas instalações do parque; a central de controle do parque; a área das encubadoras, onde nossos pequenos dinossauros eram colocados com seus incríveis ovos e, principalmente, as atrações. Os dinossauros do parque!

Ao chegar a ilha, Alan já tem um noção do que está acontecendo nela e as coisas se confirmam quando eles encontram nossos bichinhos. Nesse auge da história, já estamos cientes de que as coisas ruins já estão por acontecer. Após um passeio ao verem o Tiranossauro, Nedry, o controlador de sistemas, resolve fugir com certa quantidade de dinossauros - logicamente ainda em vidro - e desligar as luzes do parque. Isso acontece quando Alan, as crianças, Ian Malcolm e o restante está uma visita, em seus carros, quando eles repentinamente param, na área do tiranossauro. As cercas elétricas são desligadas, Ian Malcolm não consegue voltar e religar a energia, e tudo fica ferrado a partir daí.

O tiranossauro persegue nossos personagens por quase todos os livros, aparecendo nos momentos ideias para uma fuga deles. Enquanto isso, pessoas vão morrendo, enquanto outras tentam religar as energias. E eles conseguem religar. Mas a cagada já está feita e tudo fica ferrado ao dobro. Dinossauros, que aparentemente eram todos fêmeas, estão reproduzindo, velociraptors estão espalhados para todos os lados, fazendo grandes estragos.

E mais gente morrem. Não quero dar spoilers, mas para quem viu o filme, já deve saber como o livro acaba e quem são os personagens que não conseguem ser resgatados, certo? Na verdade,  não faço ideia alguma de quem morreu no filme. Mas minha próxima tarefa é ver esse filme velho de Steven Spielberg e ver se ele faz jus a esse livro maravilhoso. Espero que sim, por que para render mais outros três filmes o primeiro tem que ser demais!

Ou não.

Voltando ao assunto de arte, Aleph realmente me surpreendeu com esse trabalho todo com esse livro. Merece cinco estrelas tanto por conta do enredo, tanto por conta do trabalho editorial.

Quem nunca leu ou viu o filme, sugiro que compre o livro e logo depois veja o filme (tem disponível na Netflix ;) e seja feliz!

Abraço pra todo mundo e até breve!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

RESENHA O Planeta dos Macacos - Pierre Boulle

O Planeta dos Macacos
TÍTULO: O PLANETA DOS MACACOS
AUTOR:  PIERRE BOULLE
EDITORA: 
EDITORA ALEPH
PÁGINAS: 
528

SINOPSE: 
O Planeta dos Macacos - Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira. Nele, Boulle revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie? Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo, O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs de cultura pop.



Pensa em um livro destruidor de emocional? Pensou. Certamente, O Planeta dos Macacos não passou por sua cabeça. Talvez por que você tenha visto o filme e o tenha achado um... Côco? Sim, um côco. Pelo menos eu achei esses dois últimos filmes uns côcos. E não é por conta dos efeitos visuais - que eu insisto em teimar ao ver filmes desse tipo - nem pelo elenco, mas por conta da história! Sabe aquela regra dos 15 anos? Que você talvez não vá gostar de um filme que você viu antes dos quinze anos? Então, isso aconteceu comigo. Depois de ler esse livrão aqui, ver os filmes já não é uma opção!

Mas voltando ao livro! Para quem não conhece o livro, O Planeta dos Macacos realmente fala de um planeta de macacos e não se passa na terra (imaginem a minha reação ao descobrir isso, por conta dos livros). Pois é.

Nossa maravilhosa história começa com um casal viajando no espaço (!), até que uma pequena garrafa, contendo um manuscrito, aparece em seus campos de visões e eles simplesmente resolvem pegá-la. Ao abrirem, como disse há pouco, um manuscrito escrito por um jornalista, Ulysses, está presente. Trata-se de uma narrativa do nosso cara protagonista, Ulysses, de quando ele, em uma viagem até um novo planeta: o Soror. Junto a um professor muito experto e a outro personagem que não lembro o nome - sorry - ele parte em uma viajem até esse local. A surpresa nos três é quando os mesmos chegam e descobrem que, ao invés de humanos, encontra-se com bestas totalmente sem modos e completamente contra ROUPAS!

Mas vamos com calma. O primeiro contato desses personagens é com uma pequena mulher - que na verdade é um macaco - por quem nosso Ulysses sente algo inexplicável. Afinal, toda forma de amor é justa, até mesmo a zoofilia! É por essa garota que somos levados até o centro da história: o momento em que nossos personagens são sequestrados por outros tipos de símios: aqueles que têm aprendizado, ROUPAS, ciências e tudo isso que temos na Terra, mas em uma evolução menor, bem menor. Ulysses é separado do professor e de seu outro companheiro e é colocado a uma jaula. É quando começa a perceber que humanos são usados como experiências nesse planeta, assim como macacos são no nosso (sim, coitados).

Ulysses, então, é colocado à prova de vários testes, testes esses que depois de um tempo começa a driblar, fazendo com que a atenção caia sobre ele. Seu plano, inicialmente, é poder mostrar aos macacos que ele é um ser dotado de vasta experiência, ensinamentos e bons costumes. Essa ideia, de que alguém de outro planeta tenha costumes tão parecidos com os seus, faz com que os símios fiquem desconfiados e comecem a tratar Ulysses de outra forma, mas igualmente repugnante. Enquanto isso, Ulysses começa a criar laços mais fortes com as macaquinhas e Zira, uma macaca que percebe que Ulysses é um ser inteligente, assim como eles.

Zira, então, se reúne com seu noivo para planejar um plano para mostrar ao mundo símio que Ulysses é um ser inteligente. E a história é desenrolada a partir daí, dessa relação com Zira e a moça, junto com aquele drama de um ser humano em um planeta de macacos onde está sob-risco constante.

E o final? Quando a gente acha que está tudo bem, Pierre vem com uma bomba atômica sobre nós, uma revelação incrível sobre o início do livro e uma vontade danada de mandar tudo para os ares. Mas você sabe que esse livro é perfeito e que estava tudo feliz para acabar assim. Nunca confie em ficção científica, é a única coisa que digo para vocês ;)

A escrita de Pierre é rica em detalhes que fazem com que imaginemos um lugar incrível e uma leitura que flui rapidamente. A leitura é rápida para quem estava de férias. O autor conseguiu criar personagens muito bem detalhados e que exprimem um pouco de cada coisa boa e ruim que existe entre nós.

A edição da Aleph, também, está perfeita. Uma capa linda, com as pontas arredondadas, sem orelhas, o que achei bem melhor em relação a esse livro. Para quem está procurando por um bom livro para ler e que no final lhe deixe sem chão, recomendo ele. Queria dar spoilers, mas sou uma pessoa do bem e não irei lhes dar!

Agora, façam o que vocês têm que fazer e ajudem com comentários no blog (pedir não faz mal a ninguém – risos).

Hugs!
 Agora, façam o que vocês têm que fazer e ajudem com comentários no blog (pedir não faz mal a ninguém – risos).

Hugs!


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Resenha: O Amor Infinito que tenho por Você e Outras Histórias - Paulo Monteiro

O amor infinito que tenho por você
TÍTULO: O AMOR INIFINITO QUE TENHO POR VOCÊ
AUTOR:  PAULO MONTEIRO
EDITORA: BALÃO EDITORIAL
PÁGINAS: 72


SINOPSE: O amor infinito que tenho por você - O livro O amor infinito que tenho por você e outras histórias é composto por contos em quadrinhos do autor português Paulo Monteiro, com trabalhos feitos entre 2005 e 2010.

Todas as histórias são de natureza poética e apresentam um lirismo único, mostrando sentimentos e emoções que podem estar tanto escondidos em um pequeno vilarejo em Portugal como em qualquer lugar do mundo.

Elogiadíssimo na Europa, ganhou os prêmios de Melhor Álbum Português Amadora BD 2011 e Melhor Publicação Independente Central Comics 2011 — os dois prêmios mais importantes em Portugal. Na França, levou o Prix Sheriff d’Or 2013 e foi indicado ao Prix Lycén de la BD Midi-Pyrénées 2014 e ao Prix Bulles de Cristal 2014.

Além da edição brasileira pela Balão Editorial e da portuguesa pela Polvo, o livro foi lançado na Polônia (Timof), França (Six Pieds Sous Terre) e Espanha (Edicions de Ponent). Em 2014, será publicado no Reino Unido (Blank Slate Books) e na Sérvia (Komiko).


Hey, guys! Como vocês estão? 

Para começar a semana - terrível semana, aliás -, resenha de um quadrinho que li já faz certo tempo, mas que não tive tempo de falar dele aqui. Trata-se dessa belezura de O Amor Infinito que tenho por você e outros histórias do Paulo Monteiro, autor português, que saiu pela editora Balão Editorial aqui no Brasil.

Nunca tinha escutado falar dessa história - o que é realmente lastimável, por conta de suas incríveis histórias, mas que geralmente não se espalha pela forte influência da literatura americana - até checar o catálogo da editora. De cara eu percebi que esse seria um perfeito livro para inaugurar nossa parceria. Mas minhas expectativas em relação a ele não eram das melhores. Alguns contos contados em desenho, para mim não parecia dar muito certo (qualquer coisa para mim, naquela época - alguns meses atrás -, que tivesse desenhos deixava as coisas mais complicadas).

Mas, como sempre, a história pareceu me deixar de cabeça para baixo. Com um lindo traço nos desenhos e palavras que fazem com que a história flutue em um mar de lindeza, esses contos geralmente são melancólicos e até mesmo complicados, mas para quem realmente está interessado é apenas uma questão de tempo, muito pouco tempo, aliás, para entender o que o autor está querendo dizer com aquela frase.

Como eu disse, essa coletânea é dividida em 10 contos, são eles: O amor infinito que tenho por você, A sua guerra acabou, Irei ver a amada, A canção do soldado, Os seus róseos lábios, O enforcado, Fico com as minhas baratas, Para lá dos montes, Por que este é o meu ofício e Este sou eu

Se eu fosse analisar cada um desses contos, ficaria um post bem extenso, o que eu realmente não quero fazer. Mas irei falar, brevemente, de um dos contos que mais chamou a minha atenção: O Enforcado.



pág. 29


Pelo meu breve entendimento, essa história fala de um homem que, como diz o título, se enforcou após constatar que não conseguia mais reconhecer a face, a voz ou os momentos que passou com sua amada. Com uma linda arte, o autor conseguiu ilustrar essa história não só deixando-a triste, mas também dando-lhe um toque a mais de amor, principalmente nos últimos quadros, deixando as coisas mais "agradáveis" para o lado do enforcado. Mas creio que não era esse o intuito do autor. Não sei a razão de escolher como favorito a história mais tristonha desse livrinho, mas não achem que o mesmo é movido apenas de tristeza.

Irei ver a amada, os seus róseos lábios e Para lá dos montes são histórias felizes e que não nos mostram personagens tristes ou que estejam passando por algum ruim. Pelo contrário, em Irei ver a amada ele está realmente indo ver a amada, feliz da vida!



pág. 19


O livro é curto e é possível de ler em uma tacada só, mas para quem gosta de absorver aos poucos esses desenhos, é uma boca dica também! Procurem nas livrarias ou até mesmo comprem na loja da editora, por que esse livro livro, assim como esse autor, merece muito ser lido!

Com carinho e morrendo de sono,
Hugs!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

RESENHA Star Wars: Kenobi - John Jackson Miller

Star Wars: Kenobi
TÍTULO: STAR WARS: KENOBI
AUTOR:  JOHN JACKSON MILLER
EDITORA: EDITORA ALEPH
PÁGINAS: 528


SINOPSE: Star Wars: Kenobi - A República foi destruída, e agora a galáxia é governada pelos terríveis Sith. Obi-Wan Kenobi, o grande cavaleiro Jedi, perdeu tudo... menos a esperança. Após os terríveis acontecimentos que deram fim à República, coube ao grande mestre Jedi Obi-Wan Kenobi a missão de proteger aquele que pode ser a última esperança da resistência ao Império. Vivendo entre fazendeiros no remoto e desértico planeta Tatooine, nos confins da galáxia, o que Obi-Wan mais deseja é manter-se no completo anonimato e, para isso, evita o contato com os moradores do local. No entanto, todos esses esforços podem ser em vão quando o “Ben Maluco”, como o cavaleiro passa a ser conhecido, se vê envolvido na luta pela sobrevivência dos habitantes de um oásis esquecido no meio do deserto e em seu conflito contra o perigoso Povo da Areia.


Eita, primeira resenha desde Janeiro! Sorry. Mas vamos lá, sem demora.
Para quem não sabe, a Editora Aleph (♥) está lançando e relançando os livros de Star Wars aqui no Brasil, pertencentes ao Universo Expandido da saga (que, aliás, tem filme novo em Dezembro). O segundo livro que a editora me enviou foi Kenobi de John Jackson Miller.



O livro meio que se encaixa antes do Episódio IV: Uma nova Esperança, quando Obi-Wan Kenobi deixa Luke Skywalker sob os cuidados de Owen e Beru Lars, afim de proteger a única esperança da Resistência. Mas mais do que proteger o garoto, Kenobi quer manter-se oculto, longe dos grandes acontecimentos e das pessoas no planeta de Tatooine. Ben, que é o nome que adota para si mesmo, muda-se, então, para uma "periferia" com seu animal de estimção Rooh.

Do outro lado do planeta, Orrin Gault, um fazendeiro de umidade, comemora a última vitória sobre os Tuskens, aqueles terríveis seres que vivem nos desertos de Tatooine. Acontece que, em um momento, Kallie Calwell, uma garota filha de Annileen Calwell (♥), monta em um animal rumo a um campo de Sarlaccs, e Ben se vê salvando as vidas dos dois. Kallie é aquele tipo de adolescente que conta uma versão da história diferente para cada pessoa que vê, então logo a fama de Ben começa a crescer entre os moradores, não sendo recebida muito bem por outros, como, por exemplo, Orrin, grande amigo do falecido marido de Annileen, que hoje é dona do armazém.

Orrin Gault e seus fazendeiros têm uma grande rixa com os Tuskens, principalmente com o líder de guerra, digamos assim, A'Yark, que mais tarde, mostra-se ser alguém que não achamos que fosse. Kenobi acaba percebendo isso logo de primeira vista e decide "bater um papo" com o líder dos Tuskens, confirmando a sua hipótese de que tudo que Orrin e os fazendeiros estão fazendo contra eles não é aceitável. 

Enquanto isso, a diva Annileen Calwell está começando a se apaixonar por Ben, o que já estava certo que acabaria por acontecer. Certa ligação entre essas duas personagens vai evoluindo a cada página do livro e cheguei a cogitar que Ben realmente iria largar tudo para ficar com Annileen. Mas isso acontece depois.

Antes, Ben começa a investigar Orrin após o que A'Yark disse e acaba descobrindo que ele está com sérias dividas com Jabba, sim, o mesmo que empresta dinheiro para Han Solo em Uma Nova Esperança. Ben, então, liga o sentimento que Orrin tem por Annileen, querendo casar-se com ela, com a dívida. Uma forma de usar o dinheiro de Annileen para quitar as dívidas e ficar de bem com Jabba. Claro, Ben não gosta muito dessa ideia. 

Alguns fatos mais tarde, Ben convoca uma "reunião" entre Tuskens e os fazendeiros, junto com os "capangas" de Jabba. Em uma tentativa frustada de se dar bem, Orrin faz com que os fazendeiros pensem diferente de Ben e que ele está ao lado dos Tuskens. Mas após uma palavrinha de Annileen, os fazendeiros também passam a desconfiar de Orrin.

É nesse momento que uma grande batalha explode, deixando vários mortos para trás e levando Ben, Annileen, Orrin e seus filhos para dentro de uma montanha Tusken. É quando Ben se revela um Jedi para Orrin, que cogita sair daquele lugar e entregá-lo para o Império (malvadinho esse cara, não?)

Mortos e feridos, feridos que deveriam estar mortos e feridos que não deveriam estar feridos, finalmente chegamos ao fim do livro, quando Annileen crê que Ben irá com ela para outro planeta, afim de recomeçar uma nova vida. Ben, logicamente, não vai. E com seus filhos ela parte, com uma terrível dor no coração, afinal está sem Ben, e seu maravilhoso Armazém.


Hehe, eu demorei, mas apareci. A resenha atrasou por conta da minha internet, esperamos que ela não complique novamente.

Até mais!!!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Impressões do livro A Playlist de Hayden - Michelle Falkoff

E aí,  tudo bem com vocês? As aulas começaram, já faz um bom tempo aliás, mas não custa nada dizer isso. Ainda estou em uma fase de mudanças e transição entre o ensino fundamental e o médio (quem dera que fosse a mesma coisa).


E hoje estou aqui para falar um pouco em relação a A Playlist de Hayden da Michelle Falkoff. Livro esse que nunca soube da existência até a prévia, de oito capítulos, chegar em minhas mãos diretamente dos correios. Mas só a capa, muito linda aliás, já me deixou curioso para saber do que se trata a história. 

Sam é aquele cliche adolescente magrelo que não se encaixa em grupo algum na "sociedade". E que tem como único amigo Hayden, um garoto como ele, que não se encaixa, joga jogos online e que curte Star Wars (!), entre outras coisas que eu também gosto, só para constar. 

Logo que iniciamos a história, descobrimos que Hayden está morto, suicídio, logo após uma festa e uma discussão com seu melhor amigo, Sam. Hayden,  antes de matar-se,  deixa um pen drive e um pequeno bilhete ao amigo: Para Sam. Ouça. Você vai entender. Sentindo se culpado pela morte do amigo, mesmo ainda não encontrando um motivo para o mesmo ter se matado, Sam agora terá que suportar essa culpa enquanto tenta continuar sua vida normalmente após a perda.

O conteúdo do pendrive é uma playlist de Hayden para Sam, com músicas que Sam nunca viu o amigo escutando e que pode lhe mostrar o caminho da descoberta do por que do suicídio. 

As coisas começam a ficar confusas quando conhece Astrid, uma outra amiga de Hayden, que parece ter os mesmos gostos que ele, e por quem começa a sentir uma atração. E não só conhecer uma  amiga de seu melhor amigo que nunca soube da existência, ele começa a ser perseguido por um usuário do jogo Mage Warfare intitulado de Arquimago_Ged, nome baseado no personagem favorito de Hayden de um livro. Não só a incrível coincidência pelos nomes, o usuário é alguém com os mesmos traços de Hayden, o jeito de falar e de conversar com Sam.

Após seu "trauma" com a primeira conversa com  Arquimago_Ged , Sam decide voltar ao jogo, quando é novamente pertubado pelo usuário. Mas dessa vez as coisas mudam, a música da playlist volta a tocar, mas dessa vez não para. É quando Sam se vê pessoalmente com Arquimago_Ged, que logo depois desaparece, em seu quarto. E é aí que os oito capítulos acabam e a dúvida sobre o que realmente aconteceu naquele quarto toma conta.

As músicas da playlist distribuídas em capítulos foi algo que deixou o livro com um toque mais "legal". Sem contar a capa, que deve ser mais linda na forma do livro completo. E  a narrativa simples, mas sem fácil de ser compreendida da autora, também deixou o livro melhor. 

A Playlist de Hayden é o primeiro livro da Michelle Falkoff.  Espero estar em breve fazendo uma resenha sobre o livro completo. 
Até mais.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Impressões do livro A Mais Pura Verdade - Dan Gemeinhart

TÍTULO: A MAIS PURA VERDADE
AUTOR:  DAN GEMEINHART
EDITORA: NOVO CONCEITO EDITORA
PÁGINAS: 224


SINOPSE: A Mais Pura Verdade - Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.
Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça.
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.


A Editora Novo Conceito é formada em destruir corações dos leitores, assim como os autores publicados pela mesma. E com as primeiras 95 folha de A Mais Pura Verdade não foi diferente. Mesmo sendo apenas 95 folhas!

95 folhas essas que são simplesmente perfeitas. Tanto pela narrativa do autor, quanto pela diagramação - provando que a versão completa deve estar linda. 

A história centra em Mark, um garoto de 12 anos que sofre de uma doença grave a certo tempo, iimpossibilitando-o de fazer coisas normais na vida de uma criança,  como brincar e ir a escola. 

De início, uma clichê história de câncer. 

Mas as coisas mudam quando Mark descobre que sua doença se agravará e decide fugir de casa - eu não faria isso - em direção ao Monte Rainier, para realizar seu sonho, escalar o mesmo.

Aparentemente a única pessoa que sabe é sua melhor amiga desde sempre Jessie. E é envolvendo ela que existe uma das melhores frases dessas 95 páginas:

Como ajudar quando ajudar e ferir são a mesma coisa?

E o fiel amigo de Mark nessa aventura é Beau, seu cachorro que o acompanha em todos os momentos difíceis de Mark nessas primeiras páginas. 

E o que mais chamou minha atenção nesse livro foi a narrativa de Dan e o jeito que os capítulos foram divididos (um capítulo é narrado sobre o ponto de vista de Mark e o seguido focado na família e na amiga de Mark, sempre chamado de Capítulo 1 1/2 e assim vai indo). A narrativa de Dan é muito legal, nos faz sentir como se nós fossemos Mark, seguindo ao seu lado, por cada parte de sua aventura. 

E seria tolice minha se disesse que o design não é perfeito. Na verdade, é muito mais do que perfeita. Tons azuis fantásticos, detalhes que contam um pouco da história do livro.



E o que eu necessito do momento? Do livro completo, para saber o que acontece depois daquela cena, daquela fala. Será que o Mark vai conseguir chegar ao Monte Rainier? Não sei.

Espero que tenham gostado, abaixam os meus quotes favoritos. 

"Mesmo a muitos quilômetros de distância, um amigo ainda pode segurar sua mão e estar ao seu lado."

"Isto é uma coisa que não entendo: por que desistir sempre parece bom até que você o faça."